sábado, 27 de junho de 2009

O despertar




Escrevi um texto faz algum tempo, o qual possui a frase "Desperte o seu sorriso". Hoje andei refletindo sobre ela, e percebi o quanto nós precisamos ser DESPERTOS, DESPERTAR e sermos DESPERTADOS! É um conjunto recíproco, que advém não somente da vontade de quem quer ser desperto, do percebido, mas como dá iniciativa de quem quer despertar, o PERCEBEDOR.
Há muitas pessoas que não sabem o valor o qual essa palavra possui, como se ela se tornasse banal já, passando-se por um sedutor, e todo sedutor não entrega as cartas de uma vez, ele as esconde, pois se faz, por meio das idealizações que os outros fazem dele. O que deixa de ser uma imagem verdadeira.
Há quem seja como beija-flores, espalhando vários despertares pelos ares... Mas não os alimentando...Há então, meia duzia de flores murchas...
Pensando mais sobre a palavra despertar... De acordo com o dicionário:
1. Acordar.
2. Atiçar; provocar.
3. Dar origem a.

Antes de despertar o outro, é importante saber se você já se despertou.

Chego a conclusão, de que, assim como tudo na vida... Tudo é preciso ser despertado. Porque tudo em nós é como se estivesse dormindo, até os mais simples sentidos ou simples reflexões, que deixamos de fazê-los, estão dormindo... É preciso atiça-las... Alimentá-las sempre. Assim que se faz o cativar... E com toda a verdade e sinceridade deste despertar, só há um caminho a se chegar... A vitória, com certeza.
Boa sorte com o seu despertar, permita-se também despertar-se pelo mundo, pelos outros, por si mesmo.

Bom despertar !!

domingo, 21 de junho de 2009




Não vivi o restante do dia, para poder escrever aqui. Mas gostaria de iniciar com o dia. Como que caminhando ao passo que ele mesmo caminha para dar continuidade. Andando ao lado dele, na mesma velocidade. Isso parece um pouco ousado, já que, a natureza possui por si só, uma visibilidade e intuição que nem se compara com a minha percepção de mundo.
Resolvi escrever então, tudo aquilo que me é presente. O que tenho de mais propriedade agora, que posso escrever, são sensações, porque meu dia não se realizou ainda. Minhas sensações se resumem que, sinto um desconforto na coluna, perto dos ombros, talvez uma tensão muscular. Poder ser. Se circulo o pescoço, ele estrala como se nunca o tivesse feito antes.
Acordei bem e tranqüila, embora tarde, pois não aprecio acordar depois das 10 horas. Isso me causa uma enxaqueca irreversível, praticamente. Porém, não olhei no relógio quando acordei, mas acredito que tenha sido depois das 10 hrs AM, já que possuo esse desconforto nos ombros e na nuca. É como uma sopa que ficou muito tempo no fogo, eu fico depois passada !
Tirando isso, não sinto muita vontade de experimentar o dia lá fora hoje, não tenho interesse, embora quando escrevo assim, me esfria a barriga de curiosidade para saber como seria o dia caso o tocasse. Mas, como isso, aposto que não irá ocorrer, ficarei apenas de passageiro por hoje.
Não há grandes filmes na televisão hoje, ainda não me troquei, estou como quem ainda nem iniciou o dia. Mas daqui a pouco irei me trocar, e deixar que o dia venha até mim.
Domingo é sempre um dia que não se sabe o que se faz com ele, ou nos sentimos excluidos, porque não é nem dia da semana, e nem fim de semana, não dá para dár uma festa num domingo, sendo que na segunda se acorda cedo, não dá para trabalhar no domingo, já que o trabalho se inicia na segunda. Por isso o domingo fica indefinido, e a indefinição das coisas mata a gente. Precisamos dai, atribuir-lhe algum valor, algum nome, nos sentimos mais confortáveis, mais seguros e estáveis.
Veremos o que será o domingo.

Bom domingo!

domingo, 7 de junho de 2009




"Não adianta ser bonzinho. É preciso ser JUSTO"

Uma das frases que andam permeando meus pensamentos. Existem pessoas, apesar de suas devidas peculiaridades, que não conseguem desfazer-se do "ser bom". Acreditando que ser assim é a forma mais correta de se viver a vida. Mas ai, é que nos equivocamos nossos conceitos. De que adianta ser bom? E quando eu digo esta característica, estou falando de pessoas que deixam se excluir mediante situações os quais outras pessoas prevalecem "por cima". Acredito que, a situação não implica em você se sentir por baixo ou por cima da situação, implica em rever o que lhe é bom e saúdavel, não somente calar-se e deixar. A comparação gera conflitos, pois a partir do momento em que eu me comparo, eu já estou de alguma forma, colocando-me numa categoria, e nós somos mais do que a soma das partes.

O conflito se inicia onde me igualar ao outro, parece ao meu ver, ser superior ao outro. Onde, colocar minhas idéias e pensamentos, seja excluir o outro. Então, se pensa, que deve-se ouvir e aceitar.

Não.

Todos possuem direitos e deveres iguais, assim somos chamados cidadãos. Não sou melhor, nem pior do que ninguém, o que nos diferencia é o fato de um possuir um entendimento melhor no assunto, pela sua maior dedicação do mesmo. E assim, é que nos fazemos partilha. Nos diferenciamos pois é claro, possuimos diferentes experimentações de vida, e que também podemos compartilhar.

Não renegue suas vontades, acreditando que se expor é ser isso ou aquilo. Também vou tentar por esses lados, não deixar a comparação prevalecer.

Pois, o importante, não é ser bonzinho, e sim, justo!

quinta-feira, 28 de maio de 2009




Será que o tudo que vemos é uma parcela do que o tudo seria?
Ou enxergamos o tudo e a parcela esquecemos nos bolsos de alguma calça qualquer?
Ou tudo o que contemplamos é somente nós mesmos refletidos em águas?

domingo, 17 de maio de 2009

Metade Anjo metade o que?






Salto de ribanceira a ribanceira

Sou cachoeira, corredeira, ladeira

Vivo desabando, correndo, tremendo

Estou sempre em queda livre

Sempre a margem de mim

Com o coração berrando a todo instante

Em cada parte inclinada a mim mesma

Por isso sempre sem ritmo, nuança...

Pois um grito é sempre desafinado

Sempre desesperado, arruinado, falido

Por estar caindo:

Sempre golpeada, ferida, destroçada

Mas, embora rasgada, mordida, dilacerada

Não deixo essa natureza de cair

De saltar de precipício a precipício...

Pois é isso que os anjos fazem:

Saltam de nuvem e nuvem


Poesia by Caroline G.Gil


Obrigada por dizer que engordei e que estou fora de forma
Obrigada, por falar da sua Ex a toda hora
Obrigada por olhar pra outras com aquela cara de cão
Obrigada por você gozar primeiro e me deixar na mão

Obrigada por você calar meu grito e rasgar meu poema
Obrigada mas agora dá o fora e vai saindo de cena
Obrigada, meu benzinho, mas já era agora senta e chora
Obrigada pela oportunidade de te ver indo embora

THANK YOU VERY MUCH
MERCI BEAUCOUP
BYE BYE AND FUCK YOU.

(Obrigada - Ruanitas)

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Sol



"O Sol (do latim Sol) é a estrela central do nosso sistema planetário solar. Atualmente, sabe-se que em torno dele gravitam pelo menos oito planetas, quatro planetas anões, 1.600 asteróides, 138 satélites e um grande número de cometas." Não é atoa, que existem até teorias de inícios da religião baseado neste grande astro: o sol. O dia está frio, mas o sol está vibrante no céu (15-05-09 às 10:00 AM). Está noite dormi lendo o livro "Divã" da Martha Medeiros. A cada leitura, uma surpresa !! Adoro as escritas desta mulher, ela consegue ser quase que hermafrodita! Capita os sentimentos tanto masculinos quanto femininos, é perfeito. Além de descrever os pensamentos que muitos temos em diversas situações. É magnífico, quem ainda não leu, aqui vai uma indicação. E o livro fala sobre MUDANÇAS. O quanto as vezes estamos numa situação de um aparente CONFORTO MAIS OU MENOS... Uma vida MAIS OU MENOS, um marido MAIS OU MENOS, amizades MAIS OU MENOS... O quanto nos é cômodo, viver em algunas circunstancias, e deixar por aquilo mesmo. O enfrentamento nos causa um arrepio na espinha, mudar aquilo é como amputar uma perna, uma terceira perna, porque nós já temos 2 pernas o suficiênte para caminharmos. Mas a retirada dessa terceira perna, nos fará uma falta, de como se matasse um ente querido, porque essa perna é uma extensão do nosso comodismo, da nossa falha, falta de coragem. E também é claro, deve-se levar em consideração de cada pessoa, a sua peculiaridade, os seus problemas particulares que levaram ela a estár em dividas situações, mas quando eu digo nesse texto, simplifico de certa forma até coletiva, para que fique de mais fácil compreensão... Quantos de nós não vivemos vidas cômodas, mediante a própria luta da vida? Por que você desistiu de viver por si? O que lhe acua mediante a luta da vida? O que lhe faz recuar? Você vive a sua própria vida ou deixa os outros viveram por ti? O seu respirar se confunde com alguma coisa? Por que você deu gratuitamente sua vida?
Sim, eu já entreguei gratuitamente minha vida. É como se eu tivesse ficado desesperada na esquina, dando para qualquer ALGO, qualquer ALGUÉM, está coisa que sozinha, parece que não consigo levar adiante. É preciso CORAGEM para aceitar nossas limitações, o primeiro passo é aceitá-las. Negar e resistir, é ir contra a sua natureza. Quanto mais se resiste, mas tudo persiste. Quando falo isso, quero dizer que deve-se ir de encontro com seu medo, não enfrentar um perigo absurdo, tipo: ficar andando de madrugada pela pior rua da cidade. Eu digo, seu mais íntimo medo, aquele que te faz travar mediante situações da vida. Entre neste medo, e verá que ele não existe de certa forma. É como entrar no escuro, e morrer de medo do escuro. De primeiro momento, você irá ter um escandalo, ou irá ficar tremendo quieto, todo assustado... Com o tempo irá perceber que suas pupilas irão se dilatar, e aquilo que até então você não via, começa a enxergar. Abre os olhos, eu também tentarei abrir os meus.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

porta-bandeira de si mesmo





A chuva veio ontem por volta das 22 hrs. O céu nesse dia amanhaceu tranquilo, nem sinal de surpresas, embora estivesse muito abafado, sem vestígios de ar pelo espaço e ambiente. Minha empregada disse que havia visto na televisão no outro dia a respeito de um vendaval que iria dár aqui perto do Paraná. E quando disse isso, replicou "querem dár uma de Deus", e saiu continuando a passar pano pelo chão da cozinha. Na hora eu sorri de leve, mas por dentro fiquei sorrindo por horas. Imaginei que ciências e um pouco de lógica, nada tinha a ver com crenças, ao menos sobre o clima, era possível já determinarmos alguma coisa, seriam possibilidades e hipóteses, que de acordo com estudos metereológicos, podemos nos proteger antes. E, tudo o que é bom para nos protegermos antes, é útil e vale a pena, a chamada prevenção. Mas sentir um pouco da chuva, enquanto corria e subia as escadas da igreja, só para ficar num lugar em que a chuva não me assolasse, foi bom também. O chão estava escorregadio, nesse período é dobrado a atenção. Mas nossos pensamentos tendem a devaneios, a divagar pelos lados de nossa mente que até então estavam já guardados em caixas, soterrados. Não que eu pensei coisas ruins, mas me fez refletir, me parece que a chuva ao menos em mim, causa isso, uma deliberação profundo a respeito da minha vida e as circunstâncias em que me encontro no momento. Havia alguns casais namorando perto da igreja, alguns abraçados, outros nos beijos e carícias, muito ternas por sinal. Olhei de ímpeto com inveja, mas logo me desfez essa inveja, por saber no sufoco que poderia estár se encontrando aquela garota nos braços daquele menino. Sim, esses ombros largos e fortes, robustos, magro, mas os ombros nos passam uma segurança tremenda, é como estár numa casa contra a chuva, raios e trovões. Mas, de que adianta, caso o raio vá nele, ele morre e fiquemos só. Ah sim, o sufoco. Então, imaginarmos esse abrigo, é lindo. Essa sensação de abrigo é maravilhosa, até se tornar um casulo caustrofóbico, que pode se transformar numa segurança ao contrário... parecendo areia movediça, quando mais nos afundamos mais estamos submetidos a essa força circunstâncial, e menos protegidos estamos, apesar de acharmos no instante, que estamos totalmente IMORTAIS. Sim, porque dá-se a impressão de que nunca iremos morrer. Dessa sensação que eu falo, dessa falsa impressão. É claro, tê-la é um incentivador, uma expectativa boa, para se manter próximo a alguém... Mas imaginemos que só seja essa sensação a coisa boa da relação e mais nada importa. Tu faz o outro de escora e de mola, assim como quando tu cai lá no poço essa pessoa vem e te empurra para cima. Isso desencadeia algo vicioso, e é difícil sair... Quando você percebe isso, já é um passo adiante. Nisso, desisti, a inveja foi-se embora, e a vontade de estár só, falou mais alto. A vontade de primeiro lidar melhor comigo, me transformar porta bandeira do meu mundo, e depois, conseguir compartilhar a minha força, e não minhas fraquezas momentâneas, com alguém. Já existe até um ditado.. "procuramos sarna para se coçar", pois é !!
Seja porta-bandeira de si mesmo também, estamos na luta, todos!