quinta-feira, 10 de junho de 2010

"Ecce Homo - Século XX" - A falta de sentido.

Ao dár uma olhada rapidamente sobre um livro de Logoterapia, não pude deixar de notar como abertura, uma poesia de Izar Aparecida, intitulada "Ecce Homo - Século XX". De tão fortes palavras que ela se utilizou, empregando de forma maravilhosa no texto, fez-me refletir, sobre a sociedade contemporânea, como um "choque", que diante tantos "anestesiamentos", os quais acabamos sendo afetados, e certa comodidade, acaba-nos passando despercebido, assuntos de grandiosa seriedade, que com frequência até mesmo, assombrosa, vem nos assolando, e talvez, nos levando a caminhos sombrios, imersos na imoralidade, que diversas vezes não percebemos, por tamanho "anestesiamento".
Por este motivo, disponho aqui, esta poesia:



Ecce Homo - Século XX
Izar Aparecida


Não sabe para onde ir
Se para os abismos do céu
Se para os abismos de si
Não sabe a que adeir
Se à guerrilha ideológica
Se à guerrilha psicológica
Apátrida - ideologizado
Orfão de pai - psicanalizado
Orfão de Deus - Intelectualizado
Não sabe qual o sentido da flor
Não sabe qual o sentido do amor
Não sabe qual o sentido da dor
Com traumatimos de ser
Perdeu conta de seu ser!
Ecce Homo - Século XX!

Um comentário:

Tayná Ceccon Martins disse...

Adorei essa poesia... e realmente estamos cada vez mais anestesiados a flor, ao amor e a dor.
Agora vou passear pelo seu blog
bjinhus :*